quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O poeta não vê nada.
Sua mente guarda tantas coisas que diante dele
está a explicação de sua cabeça
O poeta não vê a pedra.
Ele vê a rigidez do caminho, o imutável, a construção.
O poeta não sabe ler, não beija bem, e não tem segurança de si
O poeta é medroso e calado.
Pois se dissesse tudo que pensa, o que sobraria para escrever?
O poeta viaja para todos os lugares, mas eternamente está dentro de si.
Li muitas vezes Fernando Pessoa.
Teve seus heterônimos, viajou, e desde a primeira até a ultima poesia
Não disse nada mais que o que sentia, não perguntou como passavam os outros
Apenas observou.
O poeta morre pela alma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário